segunda-feira, 8 de junho de 2009

PARADOXO DO NOSSO TEMPO

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito tarde, acordamos cansados.
Lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens e reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver e não a viver.
Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores e poucas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito.
Escrevemos mais e aprendemos menos.
Aprendemos a nos apressar e não a esperar.
Construímos mais computadores para uma comunicação virtual do que pessoal.
Estamos na era do "fast food" e não da digestão lenta.
Do ser humano grande de caráter pequeno.
Dos lucros acentuados e das relações vazias.
Esta é a era de dois empregos e vários divórcios.
Casas chiques e lares despedaçados.
Viagens rápidas, moral descartável, cérebros ocos e pílulas mágicas.
Muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais e em um amigo, pois não vai lhe custar um centavo.
Lembre-se de dizer "eu te amo!" às pessoas que ama, mas em primeiro lugar, se ame e se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor quando vêm lá de dentro.
Por isso, valorize sua família, seus amores, seus amigos, a pessoa que lhe ama. São elas que estão ao seu lado sempre!

George Carlin

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